Imagem

O termo imagem origina-se na expressão latina imago, que significa figura, sombra e imitação. É possível verificar o significado de imagem no dicionário de Aurélio (2001) da seguinte forma:

representação gráfica, plástica ou fotográfica de uma pessoa ou objeto; representação dinâmica, cinematográfica ou televisionada, de pessoa, animal, objeto, cena etc; representação exata ou analógica de um ser, de uma coisa; representação mental de um objeto, de uma impressão etc.

Segundo Casasus (1979, p.32), “a imagem é tida como representação inteligível de alguns objetos com capacidade de ser reconhecida pelo homem necessitando concretizar-se materialmente”.

Já para Joly: (…) uma imagem, assim como o mundo, é indefinidamente descritível: das formas às cores, passando pela textura, pelo traço, pelas gradações, pela matéria pictórica ou fotográfica, até as moléculas ou átomos. O simples fato de designar unidades, de recortar a mensagem em unidades passíveis de denominação, remete ao nosso modo de percepção e de “recorte” do real em unidades culturais” (JOLY, 1996, p. 73).

Embora a imagem se mostre como forma de representação subjetiva (que se transforma e se estende a possibilidades infinitas) de objetos que integram a realidade externa, também pode-se tomar como referência, a imagem como uma síntese que apresenta esboços, cores e alguns elementos visuais exibidos simultaneamente, com a permissão de explorá-la por partes, até que chegue à sua totalidade ou como sistema de símbolo.

Sabe-se que qualquer sistema de símbolo é uma invenção do homem. Tais invenções ou refinamentos, que costumam ser chamados de linguagem foram, em outros tempos, provenientes da percepção do objeto dentro de uma concepção despojada de imagens.

Daí a existência de inúmeros sistemas de símbolos e algumas linguagens, muitas das quais ligadas entre si por derivação de uma mesma origem, outras desprovidas de quaisquer relações desse tipo. O cinema, a televisão e atualmente o computador proporcionaram ao universo da imagem dimensões extraordinárias em relação ao desenvolvimento experimentado em muitos outros campos do conhecimento humano.

As imagens digitais são imagens codificadas num formato estabelecido, capaz de ser entendido pelo computador. Tais imagens podem ser criadas no próprio computador ou numa máquina fotográfica digital dentre as quais resultam da conversão de fotografias e slides para o formato digital. Segundo Gomes (1994, p.15) “a imagem digital é a materialização de grande parte dos processos da Computação Gráfica.

Nesse sentido, ela serve como elo de ligação entre o usuário e esses procedimentos, revelando os seus resultados”. Vale ressaltar que ela desempenha um papel de fundamental importância, já que se encontra presente nas diversas áreas da Computação Gráfica, seja como produto final (visualização) ou como parte essencial do processo de interação (modelagem).

Imagem bitmap

A imagem bitmap é formada por pontos denominados pixels (picture elements), a menor unidade do mapa de bits. Quando trabalhamos com bitmaps, estamos editando pixels em grande quantidade, e não com formas, como é o caso da imagem vetorial.

O mapa de bits é conhecido como raster, varredura ou matricial. Neste sistema, a tela do computador é dividida em linhas e colunas, e cada ponto tem uma coordenada cartesiana.

“O pixel é a representação gráfica da variação do bit. Ele é, na verdade, quadrado e indivisível. (…) Como o pixel é a menor unidade da imagem mapa de bits, ele acabou por se constituir como unidade de medida do planeta digital. (…)

Da mesma forma que medimos algo no planeta material usando o centímetro, por exemplo, no planeta digital nós usamos o pixel.”

“O pixel é a representação gráfica da variação do bit. Ele é, na verdade, quadrado e indivisível. (…) Como o pixel é a menor unidade da imagem mapa de bits, ele acabou por se constituir como unidade de medida do planeta digital. (…)

Da mesma forma que medimos algo no planeta material usando o centímetro, por exemplo, no planeta digital nós usamos o pixel.”

– GAMBA Jr., 2013, p.14

O pixel só tem uma cor, a preta. É gravado no bit a informação (1) para o preto e (0) para o branco. Tudo o que você vê na tela é feito na combinação 1 e 0 do bit.

Como o pixel tem cor no monitor?

O que ocorre para que o pixel tenha cor é a técnica denominada “profundidade de pixel”, na qual um pixel pode receber várias camadas de bits até chegar à cor desejada.

Sobrepondo essas camadas de bits, é possível chegar a 32 milhões de cores, número maior que a natureza e maior do que possamos distinguir.

Bitmap e resolução – A quantidade de pontos por polegada ou DPI (dots per inch) determina a resolução da imagem. A medida do pixel é digital, não tem correspondência com nenhum sistema métrico e não pode ser medido em centímetros ou polegadas.

É o computador que converte o pixel para uma medida métrica no momento da impressão. Esta medida corresponde à seguinte relação:

QUANTIDADE DE PIXELS / ÁREA DE IMPRESSÃO = RESOLUÇÃO

Exemplo:
100 pixels / cm (centímetro)
72 pixels / polegada (inch)

Como determino uma boa resolução para minha imagem?

Uma imagem com boa resolução deve ocupar a medida exata da área em que será inserida, ter 300 dpi (pixels x polegada) para formatos até A3 e nunca deve ser muito ampliada ou muito reduzida.

É muito importante saber que, quanto mais pixels são colocados em uma pequena área, mais reduzido será o tamanho do pixel. Quanto menos pixels em uma área maior, maior será o tamanho do pixel.

Por quê?

Se uma imagem bitmap for ampliada, não aumenta a quantidade de pixels, isto é, não aumenta a resolução. Se aumentarmos uma imagem, o pixel aumenta de tamanho e fica visível, ocorrendo a perda de qualidade da imagem.

Bitmap e dados – Uma imagem bitmap tem muita informação e necessita de muito espaço de armazenamento. É importante observar quantos MB (megabytes) a imagem tem e, se for necessário, o arquivo deverá ser compactado para uma extensão JPEG ou RAW.

Uma imagem para impressão sobre papel, em modo de cores CMYK no formato A4, com a resolução de 150 DPI, tem em média o peso de 40MB. Se ela for arquivada em JPEG, esse peso pode ser reduzido.

Bitmap e arquivos – As extensões de gráficos da imagem bitmap são BMP (Windows Paint), PCX (Paintbrush), PSD (Adobe Photoshop), CPT (Corel Photopaint), TIF (usado em editoração), GIF e JPG (usados na internet).

Na prática, qual cuidado devemos ter com a imagem bitmap?

  • Se você ampliar uma imagem bitmap, ela perde definição. E se você reduzir demais, perde a nitidez.
  • Imagens bitmaps são mais “pesadas” que as vetoriais e às vezes podem ser impróprias para download ou para aplicação em uma arte digital.

Imagem vetorial

A tela e as interfaces dos programas gráficos, mesmo que sejam para a criação de imagem vetorial, são formadas por mapas bits. No entanto, se a imagem vetorial for muito ampliada, ela não perde resolução, permanece nítida.

Por quê?

“Os gráficos vetoriais são constituídos por primitivas geométricas como pontos, formas, curvas, polígonos ou linhas originadas por expressões matemáticas”.
– SILVA, 2015

Os vetores não são formados por pixels, mas definidos por seus atributos.

O computador guarda na memória os atributos da imagem vetorial, e assim, qualquer outro computador pode redesenhar. Isto corresponde a uma economia de informações e torna a imagem vetorial mais leve que a bitmap.

No caso da ampliação ou redução, o que acontece?

Quando ampliamos a imagem vetorial, apesar dela ocupar mais espaço na área de trabalho, os atributos permanecem.

Devido a esta característica, marcas, símbolos, ilustrações e desenhos devem ser feitos em programas gráficos como Illustrator ou CorelDraw, para não perderem a qualidade.

Imagem Vetorial

Vetor e arquivos – As extensões de gráficos vetoriais mais conhecidas são WMF (Windows Metafile), CDR (CorelDraw), DWG, DXF (ambos do AutoCAD) e AI (Adobe Illustrator).

Escala de cores

As cores são essenciais na editoração eletrônica pois são os elementos da composição visual que mais emocionam. Os estudos sobre a psicodinâmica das cores nos mostram que por exemplo, o azul está associado ao gelo, por isso é utilizado em embalagens de água mineral.

A escolha do modo de cor é definida em função da aplicação da arte criada. O modo RGB é usado em artes para web e o CMYK para impressão gráfica ou em impressoras caseiras.

Escala RGB

O modo RGB tem sua origem na síntese aditiva, um fenômeno físico em que as luzes geram cores. A ausência da luz resulta no preto (escuridão), e o somatório das luzes resulta no branco.

A síntese aditiva é formada pelas cores vermelha (red), verde (green) e azul (blue), por isso é conhecida como RGB.

O que você está vendo agora na sua tela são cores RGB, portanto, as artes que serão aplicadas na web devem ser feitas nesta escala. As cores da escala RGB são representadas em decimais que vão de 0 a 255.

Sistema hexadecimal

O RGB é representado na internet com o sistema hexadecimal, um código formado por seis dígitos e precedido de “#”. O sistema é composto por 16 símbolos alfanuméricos, que são calculados diretamente pelos softwares.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F

Escala RGB em código hexadecimal:

Escala CMYK

A síntese subtrativa utiliza tintas e suas cores primárias são o ciano, magenta e amarelo. O K representa a tinta preta (key: chave em inglês), que, no processo de impressão quadricromia (ou policromia, na forma mais usual), é utilizado para aumentar as definições de volumes, para dar melhor impressão aos textos e obter uma cor preta mais pura.

A soma das três cores primárias CMY resulta no preto. Na realidade, não é um preto puro, mas um marrom bem escuro.

A mistura de duas cores primárias da síntese subtrativa gera uma cor primária da síntese aditiva.

Escala acromática

A escala de cinzas ou escala acromática (cor, croma = “khrôma” em grego; acromática, sem cor), ou escala das tonalidades, é utilizada em imagens preto e branco. Os tons de cinza são obtidos reduzindo percentualmente a cor preta.

Escala monocromática

A escala monocromática é formada por apenas uma cor (croma, matiz), adotando o mesmo princípio da escala acromática, reduzindo seu percentual ou a dessaturando.

Referencias

ADOBE CREATIVE TEAM. Adobe Illustrator CS4 Classroom in a Book. [e-book] Porto Alegre: Bookman, 2010.

ADOBE CREATIVE TEAM. Adobe InDesign CS4 Classroom in a book: guia oficial de treinamento. [e-book] Porto Alegre: Bookman, 2009.

FOLEY, J. D. et al. Introduction to Computer Graphics. Boston: Addison-Wesley, 1995.

FONSECA, J. Tipografia & design gráfico: design e produção de impressos e livros. Porto Alegre: Bookman, 2008. cap. 8.

GAMBA JÚNIOR, N. G. Computação gráfica para designers: dialogando com as caixas de diálogo. Rio de Janeiro: Editora 2AB, 2003.

MARQUES, A. O que é computação gráfica. Disponível em: http://www.um .pro.br/index.php? c=/computacao/definicao. Acesso em: 12 jul. 2019.

PERSIANO, R. C. M. Introdução à computação gráfica. Belo Horizonte: UFMG, 1986.

SILVA, R. P. A. Computação gráfica e editoração eletrônica. Rio de Janeiro: SESES, 2015.


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